meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

26
Ago 15

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enlaça-me a claridade

que nasce da madrugada

traz o feitiço e surpreende

a minha memória atada

uma infinidade de lágrimas de orvalho

caem de repente, e vêm dar de beber

ao meu esquecimento

jorro de luz, que se despenha no meu corpo

acaricia meus braços

encandeia minha pele

volto a ser jovem...

 

o que anseio no meu interior

é que volte de novo o amor...

 

natalia nuno

 

publicado por natalia às 13:00

25
Ago 15

 

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olho a luz que nasce

esqueço os restos da noite

das horas que não voltam

mas que deixam sabor nostálgico

e a memória se nega!

rompe o dia a solidão me pega.

urge renascer

esquecer a fuga dos dias

mesmo sabendo que é grande a luta

que a vida foge como o vento

que são poucas as alegrias.

num adeus lento

no vazio o caminho que acaba

em qualquer lado

fica o desejo de recomeçar... parado.

 

e a cabeça pensa...

não deixes, que o tempo te vença.

 

natália nuno

 

 

 

 

 

 

publicado por natalia às 21:49

 

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insisto em me esconder
como se do mundo não fosse
não consigo entender
por que é que .
é amargo e não doce

direis vós, direi eu
que a felicidade está por aí
que a vida é maná do céu
vezes sem conta repeti!

vós que passais pois vede
como é grande a confusão
meus olhos turvos, boca de sede
até o espelho me olha com provocação.

 

natalia nuno

publicado por natalia às 17:31

19
Ago 15

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as sombras fatigadas

dos velhos que sentem a idade

sem tempo

seus olhos despertam da obscuridade

e assim permanecem, sem esperança

escondendo-se nas saias da mãe

como em criança

são sombras impacientes

ofegantes, de gentes

que trazem no rosto o ardor da terra

sonhos vãos

e nas mãos, pouco ou nada

uma sede e um pranto

uma lamúria disfarçada

é pouco o que os nutre

de sempre ao agora

há sempre um abutre

chegado na hora...

palavras no esquecimento

e no pensamento a revolta

no coração as sombras nele engastadas

os passos cansados e na memória

dúvidas incendiadas...

flutuam como erva de verão

a felicidade adormecida na solidão.

 

natalia nuno

 

publicado por natalia às 23:11

11
Ago 15

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canto a ventura

da esperança que inda me cabe

mesmo que nos meus olhos passe

um ribeiro de incertezas,

derrama-se no peito a ternura

e a saudade é ramagem embaciada

onde também mora a brisa e a frescura

do vento,

e até meu destino atento

olha-me na corrida que faço com brio

mesmo que ao redor dos olhos

leve sombras do estio.

 

perdi os lírios do rosto

na vida atrás de mim

na abulia da espera

no sonho que se esfumou

ainda assim,

de rosto invernal e sombrio

desdobro um sorriso, sonho

e sorrio...

 

natalia nuno

 

 

 

 

 

publicado por natalia às 22:13

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