meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

20
Nov 14

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quando nos damos conta

o dia passou

e o que restou,

apenas nada!

o tempo é de silêncio

e solidão

o olhar atravessa a estrada

há ideias perdidas

que com o tempo vão

 

resta a dúvida, a casa vazia,

no fundo da garganta

um nó que arrepia

 

romã

natalia nuno

publicado por natalia às 18:17

18
Nov 14

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a transbordar de alegria

ou de tristeza e desalento

vou criando poesia

em desatino movimento

não tenho audácia de pensamento

exprimo-me com suavidade

e meu tema é a saudade

meu sentimento é real

minha verdade perfeita

a poesia menina eleita

duma beleza rara

que é a minha paixão

que escrevo com o coração.

 

o poeta sempre tem um sonho

escrever...

e se ninguém o entender

nem na sua dor crê

sonhará que é eterno

aquilo que só ele vê.

 

româ

publicado por natalia às 19:58

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serei então tua

enquanto me quiseres

afecto que há muito nasceu

foi talhado no céu

prevalece no tempo

nasceu e cresceu

o destino o marcou

foi Deus

que assim destinou

 

romã

natalia nuno

 

publicado por natalia às 19:49

 

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minhas mãos escrevem às cegas

os amores e desamores

nada tenho quando te negas

nada sou quando te fores

nada tenho pra desejar

a vida não é minha aliada

meu corpo só quer alcançar

ser tua coisa desejada...

irrompe esta saudade danada

nas minhas mãos sabedoria

desta vida que não me dá nada

e me atropela turbulenta

ah! meu Deus como queria

fugir do que me atormenta

 

no peito uma dor se aninha

na vidraça a chuva cai

goteja uma lágrima sozinha,

na minha boca...nem um ai!

 

romã

natalia nuno

publicado por natalia às 19:29

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de mim a ti silêncio mudo

entre a manhã e o anoitecer

- meu bem sem te ver...

passa o tempo e é tudo,

o que o tempo gera,

silêncio e lágrimas

que a saudade me trouxera

d'outros tempos ditosos

de primavera

para deles me lembrar

e nos olhos uma doçura pôr

ao recordar nosso amor

 

de tudo...tudo!

resta este silêncio mudo!

nada mais pra te dizer

o tempo é sábio

ele fará acontecer.

 

romã

rosafogo

 

publicado por natalia às 13:32

17
Nov 14

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meu peito anarca

é um aberto jardim

flores fascinantes

festim de primavera

meu corpo em ânsia

pelo teu espera

colo-me à tua pele

suave,

provocando tua vontade

consolando minha saudade

e até tarde

sacio-me e tudo é devaneio

fico flor com vida

meu peito cheio

jardim de esperanças

 

sonho insaciado

das minhas lembranças

 

romã

publicado por natalia às 15:58

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é um adorno, nada mais,

a rosa que trago ao peito

ninguém sabe, ninguém toca

só beijos da tua boca

sente-a com as mãos

é rosa que colheste e

me ofereceste

para ao peito pousar

quando um abraço me deste

e me falaste do teu amar

hoje a rosa,

ainda traz a vida a pulsar

 

no regaço as pétalas caídas

de saudade estremecidas

e nestas linhas caladas

há lembranças, e lágrimas

rolando pela face

há coisas de amor eternizadas

passe o tempo... o tempo passe

 

 

 

romã

 

 

publicado por natalia às 15:57

14 - 1 (2).jpg

 

nuvens transparentes, macias,

tantas invenções quiméricas

sonhos de todos os dias

sentimentos esquecidos

angústia, solidão,

pobre coração!

 

sem ti,

não há existência para mim

sem amor, como viver assim?

o céu está suave e apaziguador

minha memória em delírio

sentir do teu corpo o calor,

- estranho ardor...

sonhar no mais fundo do teu olhar

decifrar teu semblante,

aprisiona-me este instante,

quantas vezes ressuscito

para viver...com prazer?

o relógio continua a pulsar

meu coração vigia

acreditando recuperar

instantes felizes...

utopia!

 

romã

natalia nuno

 

publicado por natalia às 15:08

16
Nov 14

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vem para mim sem hora

de regresso

clamo aos céus por este

momento

nada mais peço

que ir mais além

nos sonhos

neste silêncio onde só tu

podes entrar

sem caminho de regresso

vem para mim

recordar outras primaveras

restaurar o tempo perdido

num presente sem fim.

ao meu amor rendido.

 

romã

natalia nuno

 

 

publicado por natalia às 21:23

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nos lençóis quentes

cai a noite deserta

e a recordação é ferida aberta...

é fogo é ternura

é solidão e carência

e na noite escura, sinto

a tua ausência

esvoaça a cortina

entra um ar frio

choro a minha sina

na penumbra do vazio,

lençóis de sofrimento

nas noites sem fim

são já esquecimento

do teu amor por mim

teu corpo era perfume

pétala de jardim

avalanche de beijos

despertando desejos

 

para trás ficou

perdido entre si

tudo o que restou

de mim e de ti...

 

romã

natalia nuno

 

publicado por natalia às 20:58

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