meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

14
Nov 13

anda o tempo a esbracejar

faz o meu sonho

imperfeito

é como uma serpente

que se apodera do meu peito

a solidão a insinuar-se

e eu sonho-te lentamente

e este amor quase puro

regressa ao coração

ao rubro,

não encubro

que te amo

és meu sol de há muitos anos

és a minha noite estrelada

e eu tua namorada.

 

romã

 

publicado por natalia às 00:03

13
Nov 13

o poema invade-me

de mansinho

quase me rouba a inspiração,

vem de pés descalços

finge não saber o caminho

mas segue direitinho

ao coração...

trago o destino do avesso

e a nostalgia comigo

meu natal, agora é distância

já não me reconheço

não sinto nele um abrigo,

é quase tempo outra vez

tempo tão curto afinal

lembro da infância o natal

para não me esquecer de mim

 

ai se o natal...

ainda fosse assim!

publicado por natalia às 23:56

as horas que passam

esfriam o coração

e nesta inquietação

os pássaros vêm e vão

do meu sonho,

deixam um estremecimento

e no peito um sabor

a saudade,

do encantamento

da minha fresca primavera

da suavidade dos dias

dos poemas de amor

do encanto que se desfez.

 

talvez,

o meu corpo cansado

da palpitação das horas,

sinta algumas melhoras

ao derramar palavras neste

poema.

 

romã

 

 

 

 

publicado por natalia às 15:08

12
Nov 13

põe-me a mão na cintura

põe meu corpo demente

traz contigo a loucura

esquece o poente

encontra o perdido

verás que faz sentido

vem que te desejo

que amanhã é tarde

não vaciles nem duvides

que é esta a verdade

 

vem e traz-me o beijo

que é fantasia

da juventude ardente,

vem e põe meu corpo

demente.

ainda sou menina

estrela pensativa

aurora repentina

sou lembrança viva

 

esquece o poente...

 

romã

 

 

todos os poemas registados no I.G.A.C.

publicado por natalia às 19:10

11
Nov 13

a primavera abandonou-me

os ossos

o corpo ficou sonolento

e o odor dos loureiros

ficou por lá

lá onde a seiva nasce,

lá onde se fará

a tarde dos pássaros,

e o sonho virá a meus pés

como as ondas às marés

choro, num canto com medo

com a alma na penumbra.

 

envelhecem as lágrimas

o caminho é segredo

desafio a solidão

a cada latejo

do coração.

 

romã

 

 

todos os poemas registados no IGAC

publicado por natalia às 18:18

09
Nov 13

sou quem sou

nem mentira

nem verdade

trago o orvalho no rosto

a lembrar-me a saudade

sou treva e claridade,

da vida não desisto

da esperança me visto

sou o tudo e o nada

 

um dia descobri

que sem ti

sou flor cortada,

na minha fronte gemem os sonhos

trago a lágrima gelada

nesta hora confusa

 

tudo me quebra,

mas nada me dobra...

 

 

romã

 

 

 

publicado por natalia às 16:07

07
Nov 13

há um sol perdido

na neblina

uma raiz na terra saudosa

uns braços que riscam

asas levadas p'lo vento

 

um grito

e um vôo ainda de alento

um pulso vivo

um coração que é de menina

e eu me surpreendo,

será humana

ou terra erma despovoada?

esgotada, ignorada,

ou solitária semente

de humildade bem acente.

 

que crê até ao fim

como ontem, como hoje.

 

romã

publicado por natalia às 20:41

06
Nov 13

indiferença e esquecimento

me cobrem

fico assim uma poeta estranha

de mim desconhecida

ainda que os sinos dobrem

pela minha vida caída

já nada recua...

 

nem vai haver recompensa alguma

o tempo passou provando

que nada é meu

na minha face se abateu

sem se compadecer,

preso o desalento

e a solidão de quem já

não tem nada a perder.

 

romã

 

 

publicado por natalia às 20:51

05
Nov 13

queimo as horas

perco-as no vazio

esperando por ti

cansei de sonhar,

o tempo eu sinto de gelo

e de frio

e o céu não pode esperar,

vou partir

aceno com saudade

o cansaço a desiludir

partir ou ficar?

banalidade

que te importa

a minha noite vazia?

de sonhos despida

e de horas que se vão

que te importa

a minha solidão?

aqui me quedo

na tarde a cair

já nem sei se quero

ficar ou partir.

 

romã

publicado por natalia às 10:06

04
Nov 13

olha-me como se tudo

fosse ardente

como se o desejo não acabasse

nunca

murmura-me palavras inventadas

docemente

fica comigo de mãos dadas

deixa-me seduzir-te

como o vento seduz

as folhas balouçando-as

deixa-me abrir-te

o peito

falar-te da saudade

que neste outono chegou,

ser de novo a primavera

que acorda

ser a nascente

que em ti transborda

e tu um pedaço de céu

onde sempre estou.

 

romã

 

 

publicado por natalia às 11:24

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