meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

23
Fev 14

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porquê então tudo o que sinto

dentro desta noite morta?

este vazio maldito

que me vem bater à porta

sussurro tão em surdina

o que a memória me traz

por inteiro, o cheiro do pão

e eu menina, com as pestanas a arder

e no peito a saudade a conter

o ar da noite está abafado

e eu morta por viver.

 

que toda a noite brilhem estrelas

que avisto por cima do pinheiro

serão a minha companhia

enquanto não desponta o dia

 

nesta noite funesta

é um dó de alma

não poder sonhar

e tudo o que me resta

é este tempo velho desleixado

e os sonhos num constante vai-vém

e por recordar, já nada

nem ninguém.

 

natalia nuno

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