meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

11
Out 15

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passo o tempo a desejar-te

como se tivesses partido...

e o tempo sempre a chegar-se

a ofuscar-me o sentido.

volto à felicidade d'outros tempos

a ver-te chegar

recordações fugazes como pirilampos

voejam nos lençõis quentes

onde os nossos corpos de desejos

se entregavam em rasgadas carícias

e beijos...

escuto o silêncio, as horas deslizam

e a lembrança daquele tempo me põe louca

passa um doce vento e num beber lento

teus lábios entreabem minha boca

mordo a polpa fresca que me ofereces

a recordação é agora  ilusão que

se aperta contra o meu peito

e como náufraga, persigo o ar

para no teu beijo me afundar.

 

verdeja o meu instinto, não minto!

como sonhos inventar?

.passo o tempo a desejar-te!

 

natália nuno

 

 

 

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publicado por natalia às 16:10

08
Out 15

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aproxima-se a monótona chuva de outono
os vidros das janelas embaciados
a surpresa dos tons embelezados
folhas caídas ao abandono
e nós viajantes nesta estação
num silêncio insistente
aprendendo a sobreviver
com a vida a desaparecer,
às vezes com o coração
aos ais...
o vento faz-se ouvir nos ramais
como mensageiro da intempérie
expectantes nos deixamos ficar
no aconchego do lar
levanta-se a noite
quem sabe amanhã o sol nos espera?
transbordando ardente
trazendo-nos de novo o sonho...a quimera.

 

natalia nuno

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publicado por natalia às 16:35

02
Out 15

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são rosas que trago na mão

 

abro-te o meu coração

com transparente lealdade.

meus olhos em nua claridade

se abrindo,

sinto o impulso do sangue

em tão grande ansiedade

sou amor em dávida plena

ascendendo em felicidade

trago um sorriso derramado

sou outono que não morre,

trago o aroma dos frutos maduros

e a sede dos sonhos em mim corre.

 

apesar dos dias duros

no  coração há ternura

e há nele pássaro ardente

e um grande amor que perdura

 

no coração permanentemente

há cascatas de amor pra dar-te

nele um rasto de primavera

de amendoeiras brancas

que me protegem do esquecimento

onde o tempo range sem parar

e de tanto recordar-te

a vida foje...

como um sonho perdido para sempre

ou ventura que passou ao nosso lado

fica o coração como um poema rasgado

 a renascer em mim, até ao fim.

 

 

nátalia nuno

 

 

 

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publicado por natalia às 16:50

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