meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

19
Jun 15

agonizo-sin-tu-amor.jpg

 

 há silêncio no meu peito

a noite vai madura

e há luar que

o meu rosto emoldura

trago a esperança a madrugar

na esperança de ver-te chegar

a saudade cresce de mansinho

pressinto-te a  cada hora

a estreitar-me nos teus braços

pela noite fora...com carinho

então sou flor aberta

aroma que a ti se oferta.

quando o luar se esconder

vou-te dizer

- és tudo o que a vida tem

pra me oferecer!

 

natalia nuno

 

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publicado por natalia às 16:49

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tende seu sonho

como se tende o pão

e deixa a alma a navegar 

em ondas de espuma

mas dói-lhe a recordação

de tudo e de coisa alguma,

sorri a menina das tranças

dependurada no baloiço

de saia rodada ao vento

a menina que ainda oiço,

na brisa do arvoredo

num quimérico lamento.

 

já o sonho se esfuma

gargalhadas caem ao chão

acata o destino e em suma;

dói-lhe a recordação...

uma linha azul côr de céu

na palma da sua mão

mistério que aí se esconde

rastos ainda não escritos

que a vão levando pra onde

vai vivendo de seus mitos...

 

natalia nuno

 

 

 

 

 

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publicado por natalia às 16:34

13
Jun 15

 

#WWPQ (1).jpg

 

 

e o dia cinzento dita-me em silêncio a nostalgia,

assoma caprichoso, trazendo com ele

o rancor da noite,

quem sabe amanhã outro dia

com uma ternura silenciosa volte o sol...

e com ele a luminosidade que fui

já que a minha alma navega

na luz do orvalho nascente

ou na cintilação dos astros

e o meu coração é o piar insistente

ou o canto duma calhandra

e eu sou a semente levada p'lo vento

da montanha,

caída no esquecimento

abre-se o firmamento

voam minhas estrofes por entre

madressilvas e giestas

e eu sou cativa flor

de ti...meu amor!

 

natalia nuno

 

 
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publicado por natalia às 17:35

02
Jun 15

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Nasci e cresci à beira rio,

trago em mim a intensidade do aroma da infância,

gosto dos mitos que envolvem a aldeia,

trago ainda a alma cheia

aqui se desenrolou o começo da minha já tão longa existência...

como singelas eram as coisas aprendidas no seio do
povo!


Agora? Nada de novo!


Palavras se perdem no vazio das horas,

esquecem-se velhas sabedorias 

da mais bela escola, a escola da vida...

ficaram a uma distância surda

nas vozes que já não se ouvem

a vida é isto, tudo muda.

 nasci olhando-me na água

onde o céu crescia 

e era bom o futuro que intuía

e hoje quando a noite entorna

a saudade, fecho os olhos

e deixo-me embriagar

pelo aroma que ninguém

me pode tirar...

 

natalia nuno

 

 

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publicado por natalia às 16:21

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