meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

30
Mai 15

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surgem mil sombras

entre a memória é

o esquecimento

a mente já tão puída!

e o tormento

de ficar de mim esquecida

fatigada, digo em jeito de despedida

adeus ...

dou tempo ao tempo

hei-de voltar á minha serenidade

suspirar e voltar a viver com vontade

a vida é mestra, dá-nos o mel e o fel

deixa-nos sonhar

escancara-nos a porta

de par em par

para depois a fechar duramente

com um gesto finito

como se não pudesse adiar.

 

natália nuno

romã

 

 

 

 

 

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21
Mai 15

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à tardinha a terra é morna

rejubila o meu coração de outono

à memória sempre torna

aquele aroma da infância

onde a sonhar me abandono

trago a ânsia das estrelas

o delírio de voar

dou-me conta dos sentimentos

da saudade que não sei calar.

 

a vida outrora me dava alegria

como pôde tudo mudar um dia?

na memória sobrevive o que amamos

o que trazemos ainda no coração

o rio, o loureiro, o carreiro

o nosso chão...

cresceu o trigo, cheira a pão

lá vou eu criança levada p'la mão

cheiro a fumo, o fogo é lento

vejo as chamas a dançar

cresce-me um sorriso

afinal nada caíu no esquecimento.

 

natalia nuno

romã

 

 

 

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publicado por natalia às 16:59

14
Mai 15

 

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o coração pulsa sobressaltado

sempre que lembro o passado

fito a folha em branco, o tempo aborrece

já nada acontece

a vida é apenas um segundo

deixo-me no meu recolhimento

profundo ...

nesta já longa jornada

há um oceano a jorrar em mim

de saudade,

trago a vida presa a nada,

e esta sede que não passa

sinto-me assim saudosa

parte de mim deseja gritar

de contentamento

outra me desafia à solidão

e um mau pressentimento

se instala ... no coração

que insensato,

na ilusão bate

forte... fugindo à morte.

 

natália nuno

 

 

 

 

 

 

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publicado por natalia às 00:56

06
Mai 15

 

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inquietante poema de paredes brancas

onde procuro o rosto que não encontro

poema onde me sinto borboleta ferida

levada por um vento que não pára,

poema onde consta que já fui

e hoje é dor que não sara

o que sobra duma vida

 

poema onde me deixo pensativa

onde dou a mão à dor

pela tristeza acometida...

poema duma dor que sopra fina

e me traz a saudade de menina

e do tempo que agora apoucou

mal ela se descuidou

já tudo é passado

só a saudade a meu lado

me faz companhia

tal como esta poesia

que deixo no umbral do meu sonho.

 

natalia nuno

romã

 

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