meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

30
Mar 15

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são intensos os momentos
que levo dentro de mim,
já a juventude envelheceu,
hoje sou só o canto do rouxinol,
a vaguear ao acaso nas ramadas da saudade...
caindo na agonia
como quem de tudo se despede
sem prisão, apenas com a paixão
p'la poesia...
que se arrasta ardente nas minhas veias
singela, sem peias,
às vezes envenenada
de saudade, de solidão
mas sempre a sonhar deter
o tempo fugitivo
aquele beijo cativo
o sonho que fomos...
 
e já não somos!
é a verdade e é tudo
nem o ar, nem a brisa
apenas o esquecimento mudo.
 
natalia nuno
romã
 
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publicado por natalia às 16:37

29
Mar 15

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um tímido vôo,

 porque as asas já são estorvo,

a PRIMAVERA da vida

deixou de ter amendoeiras em flor,

agora tem apenas nostalgia,

ergo os olhos ao céu e agradeço

por ela ainda em certos dias me visitar...

horizontes que despertam da obscuridade,

fecho minhas pálpebras

cativa em mim  a felicidade

cedo ao desejo de sonhar...

ser falcão atravessando o céu,

e deixar

a solitária flor de sempre ao agora...

 

 natalia nuno

romã

imagem net

 

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publicado por natalia às 20:12

28
Mar 15
 

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memórias....infância,
o pulsar do tempo alucinado
e cego de obscuridade
como o rumor de palavras que se perdem...
saudade... saudade
vôo lento duma gaivota
silêncio e nostalgia
já nada me derrota!
nem o rosto reflectido nas águas
nem a noite nem o dia
nem as mágoas
nem a morte, 
nem sonhos nem pesadelos
nem o medo ou a loucura
faço de tudo aceitação
enquanto palpitar o coração
 
nesta avidez do tempo
dentro de mim um apagão
a memória foge como o vento
ficam só, pedaços de recordação.
 
natalia nuno
romã
 
 
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publicado por natalia às 15:44

26
Mar 15

2015 - 1.png

 

agita-se o lenço de seda branca,

o coração ecoa num ritmo mais apressado,

rítmico os movimentos dos nossos corpos,

pouco a pouco

o gemido das nossas bocas,

loucas

verdadeiro frenesim,

um deslumbrado momento de paixão...

em ti e em mim

sentindo em borbotão

o clamor do amor,

o outono, a tristeza,

o riso, o verão,

de jubilo incendiados

como velhos companheiros

ou recém apaixonados

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 21:51

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dói-me a recordação

que vem talhando uma tristeza em mim,

apagando-me na minha própria sombra,

 mas hoje é um dia de sol,

renasço nos teus olhos e acolho tuas carícias...

olho os caprichos de sombra e luz,

que bailam ao sabor do vento

em bailados escuros e claros,

fecho os olhos inebriada

e cheia de contentamento

 sinto-me amada....

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 16:57

25
Mar 15

 

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Absorta!

Numa nostalgia sem um queixume,

ouvindo o rumor do vento,

os ecos de choro dos salgueiros,

e memórias vindas nem sei de onde

germinando na mente

com imagens que já não alcanço

só meu coração as sente

e os meus sonhos as lêem,

a negritude me envolve

crepúsculo deste entardecer

ali bem na minha frente

o dia a desaparecer

e a minha imaginação

caindo no vazio

sem luz, sem norte

meu coração frio

vertendo a dor de cinzento

tal como meu alento

aguardando a morte.

 

natalia nuno

romã

 

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publicado por natalia às 13:57

24
Mar 15

 

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erguem-se muros de tédio

há sombras a espreitar-me o rosto

maldição a minha, sempre

de caneta na mão,

a vida sem remédio

meu tempo é de cinza e lamento

o sonho açoitado p'lo vento

sou árvore sem raiz

torvelinho de emoções

inúteis os cansaços,

feliz... só na saudade dos abraços!

nas ilusões que me mantêm viva.

cruzo o silêncio 

na derradeira estação

perdida, a tentar encontrar-me

na espera que o tempo me peça perdão

e deixe de espiar-me...

 

acredito ainda na ilusão da viajem

já me é difícil navegar

e nesta romagem

sou pássaro cativo 

sem vontade pra cantar.

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 23:12

22
Mar 15

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tanta coisa pra te dizer

que seríamos sem as lembranças?

agora esta solidão sem par

esta luz que me cega

esta realidade a buscar-me

este tempo que me pega

 

tanta coisa pra te dizer

se te sentasses aqui por perto

falar-te deste frio onde me aquieto

do meu rosto que se apaga

morro-me na lentidão,

o tempo tudo leva e então

nada de bom há que traga.

 

tanta coisa pra te dizer

mas vou só falar-te de amor

aquele que resiste à sombra do tempo

aquele que é amor desmesurado

em mim

que levo no coração até ao fim

cantá-lo numa estrofe desolada

ou num canto novo

que apague a tristeza

e ter a certeza

que sou ainda tua amada.

 

natalia nuno

romã

 

 

 

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publicado por natalia às 18:51

18
Mar 15

15 - 1 (4).jpg

 

as palavras podem ser fogosas 

e cristalinas, escritas com o coração

tranquilas ou fugazes

capazes, de se soltarem da nossa mão

com vogais de cor

resolutas,

ao encontro do amor

são sementeira, grão a grão

crescem frescas em seu verdor

palpitam, crescem voam e sonham

fazem da folha branca seu chão

 

decididas, são guerreiras

às vezes frias labaredas

as primeiras, a encher o nosso tempo

surgem dos labirintos e veredas

murmuram a infância perdida

nos dedos da solidão

às vezes ciladas de aflição

na minha memória preterida.

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 18:51

16
Mar 15

14 - 1.jpg

 

é este o tempero da vitória

escrever palavras enzeitadas

lembranças açucaradas

retidas na memória...

solto-as como uma revoada

de pássaros por sobre

as folhas do milheiral,

e o sol que tudo doura

na minha imaginação,

é  açucar e é sal

tempero do meu coração

 

olho o dia de ontem

como doce recordação

mesmo se o destino parece adverso

eu canto a vida num verso

ponho todo o meu afâ

e com pezinhos de lã 

a palavra trato com fulgor

 

de esperança adoço sonhos

e basta-me só um pouco d' amor.

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 22:24

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