meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

27
Fev 15

 

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semeio palavras na aragem do vento

palavras com aroma de infância

paseiam-se pelo firmamento,

crescem  na claridade do meu olhar

na saudade ao lembrar

sussuram por entre os lírios do campo

palavras onde me encontro brincando

e nelas meu coração pulsando...

 

minha alma segue nesta melancolia

a vida fugidia e

cada paisagem me lembra um rosto

amigo, cantam as papoilas, o rio

e os melros seu assobio

palavras rasgam o arvoredo

e seguem do meu coração sem medo

 

natalia nuno

 

 

 

 

 

 

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26
Fev 15

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ausência de palavras

traz-me inquietude

sinto-me enclausurada e ninguém

me entende

não há nada que mude

o que a gente sente

nesta bruma negra, neste instante

em que até a palavra anda distante

 

nos olhos trago cores de inverno

no pensamento sonhos amontoados

na memória a nudez, o vazio

como árvore sem vida de troncos queimados

e só silêncio onde me refugio...

 

 

natalia nuno

romã

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publicado por natalia às 11:53

23
Fev 15

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a voz afogada

mergulhada num mar de solidão

a mente agitada

e o coração,

como se fosse de vidro,

um nó apertando no peito

cortando a respiração

sem sentido...

 

do tempo a ficar refém

com medo de quebrar..como se alguém,

quisesse silenciar memórias,

sozinha, do lado do deserto

o rosto inexpressivo sem idade

e a vida ali tão perto

tantas reminiscências,

tanta saudade...

sonhos que não voltarão a nascer

o tudo e o nada a razão de ser

para a vontade de viver.

 

natalia nuno

romã

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por natalia às 15:38

21
Fev 15

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este zumbido que me enlouquece

restos de festa soam-me na mente

como enxame de abelhas em festim,

e se o corpo desfalece

e o coração já não sente

isto é o fim...

ou o príncipio

do fim!

jubilosa, festejo ainda

a vida, resignada

com esta dor que não finda.

 

como malmequer que não

resiste ao vento

também o sonho vai caindo

no esquecimento.

 

natalia nuno

romã

 

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publicado por natalia às 16:43

17
Fev 15

 

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ouço as cotovias nocturnas

tenho sede de tempo

tempo que possuí

meus olhos estão cheios

de tempo que vivi

nascem flores azuis 

no meu esquecimento,

e eu perdida vou e venho

na crista dos sonhos com que me

entretenho...

 

já nada me arranca lágrimas

trago recordações amontoadas

apoio-me na felicidade d'outros dias

liberto a dor presente, na palavra

o coração diz o que sente,

semeio esperança que pode germinar

se o tempo ainda deixar...

 

natalia nuno

romã

 

 

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publicado por natalia às 16:00

11
Fev 15

 

Elisabeth Janik.jpg

calou-se em silêncio fundo

 calou-se o mundo...

 

 fundo dum poço....escuridão

árvores ciciam ao vento

é tudo quanto ouço!

choram as rosas esta manhã

em comovente sentimento

profundo lamento.

neste silêncio gotejam

tormentos do meu peito

num zumbido indistinto

dizendo tudo que sinto

o jeito de saber-me viva.

 

natalia nuno

 

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publicado por natalia às 17:48

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