meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

23
Fev 14

2015 - 1.png

 

porquê então tudo o que sinto

dentro desta noite morta?

este vazio maldito

que me vem bater à porta

sussurro tão em surdina

o que a memória me traz

por inteiro, o cheiro do pão

e eu menina, com as pestanas a arder

e no peito a saudade a conter

o ar da noite está abafado

e eu morta por viver.

 

que toda a noite brilhem estrelas

que avisto por cima do pinheiro

serão a minha companhia

enquanto não desponta o dia

 

nesta noite funesta

é um dó de alma

não poder sonhar

e tudo o que me resta

é este tempo velho desleixado

e os sonhos num constante vai-vém

e por recordar, já nada

nem ninguém.

 

natalia nuno

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publicado por natalia às 19:29

17
Fev 14

15 - 1 (7).jpg

 

Meu coração está maduro

não suporta mais tortura

do tempo que o embarga

que o segue e o persegue

um espectro que o não larga,

fantasma que em mim madruga

comigo se deita

a amordaçar-me com seus dentes

e não há possível fuga

para o meu coração ardente

 

coração enamorado,

vindo de além... para além

o tempo tem espezinhado

de versos incendiado

onde a solidão vai e vem.

 

 

romã

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publicado por natalia às 23:13

02
Fev 14

 

 

10.3.2015 - 1.jpg

 

Enquanto o rio se perpetua

no mar

enquanto a nuvem desliza

suave no céu, eu

sou a brisa trémula que passa

e tu o pássaro por entre a

folhagem

cantamos a mesma linguagem

buscamos uma ilusão já velha

a chama do amor espelha,

ainda em nós ateia

mas nosso amor é onda

prestes a morrer na areia.

 

Entre a saudade e a dor

o silêncio do nosso amor.

 

 

romã

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por natalia às 20:28

01
Fev 14

meu corpo amanhecido

era flor

hoje mal o conheço

é malmequer desfolhado

pétalas onde já não há

vaidade,

a verdade é que sou sombra

a outra ficou lá atrás

e só a lembrança é capaz

de lhe dar vida

assisto como sombra

anoitecida

às vezes já não quero ser

mas meu querer é forte

não deixo enterrar o sonho

de viver

enquanto lembrança de mim houver

.

 

romã

 

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publicado por natalia às 20:32

Esvoaça a cortina do quarto

como inventar sonhos?

O tempo cerca-me a memória

parto ou não parto?

Apagam-se os dias

perde-se o olhar,

o quarto aperta-me o peito

a cortina a esvoaçar

com suavidade,

o sonho desfeito

entendo agora que o tempo

de felicidade passou,

surge a resignação

no olhar...

Resta apenas a recordação.

 

romã

 

 

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publicado por natalia às 20:15

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