meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

26
Nov 13

venho de nenhum lado

venho de lado nenhum

trago tanto recado

vou dizê-los um a um,

deixei o pão a cozer

já fui ao rio lavar

vi-te não me quiz perder

trago os olhos a pecar

 

vinhas tu bem tranquilo

e muito bem engomado

disseste-me isto e aquilo

não me levas a nenhum lado

eu como as outras não sou

não vou cair em pecado

a nenhum lado eu vou

já te mandei o recado.

 

és a minha tentação

mas em ti... não confio não!

 

romã

 

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publicado por natalia às 17:24

25
Nov 13

Trago uma lembrança viva

no peitoril  da alma

com dor e um suspiro recolhido

a trespassar-me o coração

ardente,

como se estivesse à espera

duma primavera ausente

duma velha primavera,

tão velha quanto eu,

que oculta chora,

lembra as tardes

em que me trazias flores

e os dias

de céu azul e ar morno

 

lembrança dum tempo

sem retorno.

 

romã

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publicado por natalia às 21:10

24
Nov 13

Sento-me no umbral que dá

para o vazio

um desejo secreto

um fogo inquieto

e é na hora

que este poema crio.

A lua embeleza o céu

a memória escorre gota

a gota a saudade

o silêncio é cumplice,

só tu e eu,

é tarde na noite

a roupa caída p'lo chão

não me iludo,

vamo-nos amar

ou é apenas invenção?

Não!

É recado da memória

coração a gotejar.

 

romã

 

 

 

 

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publicado por natalia às 20:33

não desejo

aprendi a não desejar

quem dera aprender a não amar

com tanta avidez...

talvez se o amor fosse uma lenda

o coração aprendesse

e jogasse a seu favor

não ficasse a morrer por amor,

esquecesse,

como a luz que cai aos poucos

e se funde nos arvoredos

até que novo amor aparecesse

sem medos

embriagante, roubador

um grande amor...

tornando o sonho uma

quimera flor

 

 

romã

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publicado por natalia às 20:21

23
Nov 13

tua voz de enamorado

coloca no meu peito rosas,

flautas ecoam ternuras

fica o sol acelerado

flutuas ao sabor dos beijos

atraído aos desejos

que não consigo conter

ao olhar teu corpo navegável

já desponta a madrugada

vou do nada para o nada

correndo...sonhando

 

quero morrer, quero morrer

no teu corpo vagueando

sustentando a minha sede

 

romã

 

 

 

 

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publicado por natalia às 15:17

21
Nov 13

clamo por ti

meu anseio é leviandade

volúpia e paixão

e o fogo que não se extingue

quebrando o coração,

na cilada do tempo

clamo por ti

e nesta paixão soberana

sou louca, insana

e já esqueci até a realidade

 

quero-te a toda a hora

de carícias faminta,

com o teu jeito de sempre

vem, que a saudade se passeia

e teima em não me deixar

 

saudade de te beijar...

 

romã

 

 

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publicado por natalia às 11:06

20
Nov 13

hoje raiou o sol

e sobejou-me a alegria

estreei o meu decote

saltou-me o peito em delírio

fiz da felicidade o mote

e o poema saíu à rua

alegremente,

será felicidade o que sente?

enganámos a tristeza

esquecemos os momentos

de laceração

abrimos a janela da alma

de par em par

e obedecendo à inspiração

o poema não foi feito

foi colhido

dos impulsos amorosos já

esquecidos... para amar

 

 

e por que só vivemos uma vez

fugimos ao dissabor

é bom sentir o ar

o ar puro

sentir reinar nele o amor

 

romã

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publicado por natalia às 00:47

19
Nov 13

para lá dos recantos escuros

da memória,

há campos de esperança

de vestido verde

e a sede

de vida,

onde germina o riso

e uma fé confiante

que ficou doutro tempo

 

como árvore florida

espera ainda dar fruto

essência do presente

memória e vontade

... à morte indiferente

 

romã

 

 

 

 

 

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publicado por natalia às 10:45

18
Nov 13

cheira a madressilvas

o odor ao caminho me trouxe

relembrando esse amor doce

quente, selvagem,

diferente

lembrança que a memória permite,

emocionante, inundando

meu horizonte de alegria

meu coração sempre em vigília

sonhando, quase feliz

ficou

e quase parou...

demos uma pincelada de verde

voltou a esperança

e o amor renasceu.

 

 

gosto de falar-te sem palavras

só com a paixão do meu olhar

e o fogo da minha boca

gosto deste velho palpitar

e de esquecer o tempo

que aqui não faz sentido

deixemo-lo adormecido.

 

Vamo-nos amar...

 

 

romã

 

 

 

 

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publicado por natalia às 01:06

16
Nov 13

Quando o dia está cinzento

leio poemas dum livro

com beijos na dedicatória...

poemas de amor com beijos

de amor

que fazem parte da história

da minha e da tua,

e até a lua

tem inveja da minha saudade

do brilho dos meus olhos

da felicidade estampada no rosto.

Ao ler os poemas de amor,

com beijos na dedicatória

o coração se anima

e eu gosto!

 

 

depois...depois parto com as nuvens

enganando o sonho

e enfadando o sono

cai aos pés a roupa íntima

e aqui de pronto nos amamos.

 

romã

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publicado por natalia às 14:30

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