meu pé de roseira, o bálsamo da minha solidão, meu coração à flor do peito, embriagada no ardor da Poesia, vou-me revelando e cumprindo a minha missão de ser Poeta. TODOS OS POEMAS REGISTADOS NO I.G.A.C.

01
Jan 17

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 recolho a flor da melancolia

e a noite conspira contra mim

falaram-me as estrelas sem piedade

que é a saudade que pulsa no meu dia

das memórias que o vento me traz

surjo menina na candura da distância

volto atrás e lá encontro a criança

que fui, ávida de vida, riso saindo da boca

e o eco insistente na minha memória louca

 

vi obscurecer os anos de repente

fiquei como o vôo indeciso duma folha

que cai ao chão.................... e uma primeira

lágrima de resignação surgiu.

 

natalianuno

 

 

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publicado por natalia às 18:45

 

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Hoje é a primeira página dum livro em branco, mistério... para uns de tranquila solidão, para outros de sonho, para outros de dias conturbados, mas...este começo de ano traz-nos sempre uma sedução pensativa, um vigor que nos vai ajudando a escrever cada página com palavras de sol, em linhas de brisas, com infinito desejo de sermos um pouco mais felizes..................tempo novo..................................................................................é tempo de fazer acontecer, tal como as árvores quando chega a primavera fulgem e o mar canta e se espraia até nós... vamos acreditar, ousar, arriscar, sermos luz e esquecermos a cegueira...conservar a esperança e o sonho é preciso.

 

natalianuno

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publicado por natalia às 18:16

03
Jun 16

The Inner Ocean by Christian Schloe mais um barco

 

detem-se o tempo

minha vida é ainda jovem

como seara no  verão...

no pensamento

saudades chovem,

procuro uma sombra

sabe-me bem a solidão.

lá de cima o sol olha o mundo

a terra observa sua magestade

enquanto isso...vivo de saudade.

 

natalia nuno

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publicado por natalia às 09:46

20
Abr 16

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sonho...de saudade

pelo meu corpo passeiam
tuas mãos
donas dos meus desejos,
dominam meus anseios
sinto-as, e vou
ora resistindo ora não,
enquanto de amor bate
meu coração, mãos que 

nos meus seios viajam

a cada segundo...esqueço
o mundo!

meu corpo é lava acesa
areia em tempestade
sonho de saudade.


natalia nuno

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publicado por natalia às 12:10

26
Jan 16

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há uma neblina a circundar-te o olhar,

a luz está longe e no rosto há girassóis em fim de verão a morrer de cansados,

viver um pouco mais será um caminho por descobrir,

encontrar algum consolo,

deixar o tempo cair por terra,

seduzir o sonho e tê-lo por companhia para que arda tudo o que ainda arde dentro dele,

e se à noite vier a solidão que dói,

recorda a criança correndo pelos teus anos,

ávida de esperança, tão livre no seu vôo...

faz renascer em ti o universo

e cria mais um verso...é vida a Poesia.

 

natalianuno

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publicado por natalia às 20:26

11
Jan 16

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Um poeta toma refeições ligeiras

um bom poema é a sua dieta

predilecta...

uma fatia de nuvens, salpicada de nevoeiro

ou uma fatia de neblina matinal

salpicada de orvalho, e impregnada

de cheiro a flores...

e a adoçar uma luz sobrenatural.

 

e no rosto dos demais,

porque os julgam loucos

é visível o desprezo,

mas as estrelas não são mensageiras do céu?!

no caminho de vento agreste e de escuridão cerrada

só a poesia têm de seu,

assim retomam a caminhada,

o sol rompe o nevoeiro, volta ao poeta

a quimera, e a sua vida

é urdida por um destino maior,

a poesia que é um acto de amor!

 

natalia nuno

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publicado por natalia às 18:30

17
Nov 15

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esvoaça a cortina

confusão traz-me a noite enlutada

o tempo mantém-se imóvel

no peito uma sombra desolada

da qual não quererei nunca fugir

ergueu muros à minha volta

e só o silêncio se faz sentir

vou sentindo na pele o medo e a orfandade

a noite e eu,

numa aliança que nos une

invento sonhos de felicidade

e numa resignação sem tempo nem medida

enfrento os dias cada vez mais indefesos

da minha vida...

 

natalia nuno

 

 

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publicado por natalia às 23:00

11
Out 15

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passo o tempo a desejar-te

como se tivesses partido...

e o tempo sempre a chegar-se

a ofuscar-me o sentido.

volto à felicidade d'outros tempos

a ver-te chegar

recordações fugazes como pirilampos

voejam nos lençõis quentes

onde os nossos corpos de desejos

se entregavam em rasgadas carícias

e beijos...

escuto o silêncio, as horas deslizam

e a lembrança daquele tempo me põe louca

passa um doce vento e num beber lento

teus lábios entreabem minha boca

mordo a polpa fresca que me ofereces

a recordação é agora  ilusão que

se aperta contra o meu peito

e como náufraga, persigo o ar

para no teu beijo me afundar.

 

verdeja o meu instinto, não minto!

como sonhos inventar?

.passo o tempo a desejar-te!

 

natália nuno

 

 

 

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publicado por natalia às 16:10

08
Out 15

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aproxima-se a monótona chuva de outono
os vidros das janelas embaciados
a surpresa dos tons embelezados
folhas caídas ao abandono
e nós viajantes nesta estação
num silêncio insistente
aprendendo a sobreviver
com a vida a desaparecer,
às vezes com o coração
aos ais...
o vento faz-se ouvir nos ramais
como mensageiro da intempérie
expectantes nos deixamos ficar
no aconchego do lar
levanta-se a noite
quem sabe amanhã o sol nos espera?
transbordando ardente
trazendo-nos de novo o sonho...a quimera.

 

natalia nuno

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publicado por natalia às 16:35

02
Out 15

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são rosas que trago na mão

 

abro-te o meu coração

com transparente lealdade.

meus olhos em nua claridade

se abrindo,

sinto o impulso do sangue

em tão grande ansiedade

sou amor em dávida plena

ascendendo em felicidade

trago um sorriso derramado

sou outono que não morre,

trago o aroma dos frutos maduros

e a sede dos sonhos em mim corre.

 

apesar dos dias duros

no  coração há ternura

e há nele pássaro ardente

e um grande amor que perdura

 

no coração permanentemente

há cascatas de amor pra dar-te

nele um rasto de primavera

de amendoeiras brancas

que me protegem do esquecimento

onde o tempo range sem parar

e de tanto recordar-te

a vida foje...

como um sonho perdido para sempre

ou ventura que passou ao nosso lado

fica o coração como um poema rasgado

 a renascer em mim, até ao fim.

 

 

nátalia nuno

 

 

 

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publicado por natalia às 16:50

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